Sábado, Fevereiro 24

Para os muçulmanos, o porco é maldito. Na China é sagrado. Em 2007, o mundo vai explodir. >=D





Domingo, Fevereiro 18

_ me identifiquei!










_ não, eu ainda não esqueci a Cicarelli ... e pelo visto, o governo do Rio Grande do Sul também não...









Terça-feira, Fevereiro 13



Por um momento, voltei a acreditar no terceiro setor. Soa como um zumbido constante e perturbador ao fundo da inércia social generalizada diante do que se costuma chamar de "violência". Também foge das propostas de solução passionais e, posso dizer, romantizadas que proclamam fuzilamento coletivo, repressão militar, muros nas favelas (¿seria uma forma de neo-feudalismo?) entre outras anomalias juripolíticas que podem ser resumidas pela tal "paz vigiada". Funciona mais ou menos como uma catraca da realidade carioca, mas o preço que se paga por passar nela é um pouco alto. Quem já passou não pode voltar, mas neste caso ninguém sabe, infelizmente, quem vai ser o próximo.





Sexta-feira, Fevereiro 9

Palavra do leitor: "estamos a inteira e desprotegida mercê desses indivíduos"

Nesta semana, o Rio de Janeiro se afirmou definitivamente como a cidade do arrastão. O mesmo cenário da novela das oito testemunha também os mais hediondos espetáculos criminais, que abalam a opinião pública quando saem no jornal. Cochicharam a possibilidade de intervenção de tropas federais. Debateram, discutiram, digladiaram, filosofaram: nada. Até que alguém pariu a idéia genial de trazer o Pan para o Rio. Finalmente teremos a patrulha militar que tanto queríamos enquanto todo mundo fingirá que nada acontece durante as quatro ou cinco semanas da competição esportiva. A algum tempo atrás, teve prefeito querendo levantar muro gigante para isolar o morro da "cidade maravilhosa". É uma solução tão engenhosa e eficiente que lembra bastante certas medidas israelenses.

A morte do menino João Fernandes cutuca, mais uma vez, o inconsciente político brasileiro: de quem é a culpa? porque a sociedade é desigual? de onde vem tanta violência? por que? A estrutura social é como a muscular. Ninguém pensa nisso até que ela sofra um rompimento e cause dor. Só quando incomoda alguém realmente se preocupa e toma providências.

A pouco tempo para o Panamericano, o Rio de Janeiro sofre uma fratura exposta grave chamada João Fernandes. E como todo atleta em vésperas de competir, busca uma recuperação rápida e provisória para continuar na atividade. Mas depois que o torneio acabar e a Força Nacional voltar para a Brasília, a novela do Rio será a mesma que presenciamos com o joelho do Ronaldinho. Remenda, rompe, ementa, revoga e a segurança pública continuará mancando.

Diante do assassinato publicado nos jornais, chovem soluções tão sensatas quanto à do muro israelense-carioca: linchamento coletivo, fuzilamento, lei do olho-por-olho, acabar com a impunidade, pena de morte e outras genialidades do mesmo gênero. Há quem diga que bandido nasce bandido e não merece outra coisa senão uma flagelação mortal e eterna. São manifestações de indignação tão efêmeras quanto as manchetes de jornal, que vivem as mesmas vinte e quatro horas das moscas domésticas. Terminado esse prazo de validade, temos que esperar pela próxima notícia escandalosa para nos perturbarmos novamente.

Os brados de inconformismo e pura revolta não raramente lembram as salivares promessas declamadas pelos políticos, tão repudiados por estes mesmos cidadãos inconformados. No entanto, poucos demonstram esta mesma reação quando um idoso é ignorado no ponto de onibus, uma mulher é abusada no trem lotado ou um policial caça adolescentes na madrugada para extorsão. Estes crimes deveriam por acaso ser considerados menores? São fatos que acontecem todos os dias e com muito mais freqüência do que o assassinato de uma criança, o qual os jornalistas transformaram em tragédia cinematográfica. Não seriam fatos dignos de mesma atenção e merecedores, enfim, da mesma nomeação de "crime"?

Comoções à parte, o assassinato do menino Fernando, que agora repousa em seu pequeno caixãozinho, soa como mais um episódio da novela que se passa no Rio de Janeiro mas que o Brasil não assiste sentado em sua confortável poltrona. As manifestações de condolência e indignação esvoaçam como mariposas à noite dentro de casa ao passo que desaparecem nas demais horas e lugares. A segurança permanece contundida, mas sem um tratamento adequado e os jornalistas - bem, estes respiraram aliviados por terem matéria para a pauta.





Segunda-feira, Fevereiro 5

É Kevin Arnold, olha só o que você perdeu...



/ Aquelas menininhas que os adolescentezinhos babacas (¡Anos Incríveis!) esnobam viram esses mulherões, que não raramente viram modelos ou redatoras de revistas femininas! =]