Terça-feira, Janeiro 31

Nossa Língua Portuguesa 1
com o Prof. Pasquale Cipro Neto


"Zé Ruela" ou "Zé Arruela"?

Bom dia a todos. Aqui estamos novamente para sanar as dúvidas mais recorrentes do português, nossa língua inculta e bela. Dessa vez temos um questionamento cada vez mais freqüente no tocante a ortografia de determinadas palavras. "Zé Ruela" ou "Zé Arruela", qual destas formas é a correta? A expressão, que serve para denominar aquele sujeito frouxo, atabalhoado, inepto, reúne dois vocábulos com acepções evidentemente conotativas. 'Zé' é muito simples, indica um indivíduo qualquer, sem atributos notáveis.

O segundo termo é justamente aquele que nos põe em xeque. A gramática aponta claramente que a grafia correta é "arruela", daquele objeto metálico, rosqueado ao parafuso. Porém o que acontece é que, com o uso do dia-a-dia, a expressão vai se desgastando. As duas vogais vão formando uma elisão paulatinamente, até que o 'a' se torna imperceptível ao ouvido e desaparece.

O mesmo ocorre com o adjunto adverbial de adversário aproximante 'Ladrão!'. O uso constante deste sintagma no cotidiano futebolístico fez com que a sílaba pretônica caísse, dando origem à forma 'drão!' que se ouve correntemente. Portanto, conferimos a forma correta, é simples. Na língua falada podemos ouvir 'ruela' mas na hora de escrever não pode ter erro, é 'arruela'. Não dá pra confundir! É isso.






Quarta-feira, Janeiro 25

Encomiástica à São Caetano do Sul

Seu caudilho Tortorello
Que governa São Caetano
Pinta o poste de amarelo
O povo indo pelo cano

No caminho certo vamos
Raça neles azulão
O resultado advinhamos
Será vice-campeão

Estátuas e chafariz
Na rua, só zona azul
Mais imposto e diretriz
Pro povo tomar no Sul

Seu caudilho Seu Olinto
Que hoje falecido está
Na praça botou seu pinto
Pra todos dele lembrar

Fez obra muito bonita
Faculdade e escola
Pra toda gente faz fita
Esse nunca perde a bola

Com seu herdeiro Marquinho
Sem parar politicou
Assentado em seu troninho
Na bufunfa ele montou

Na cercania ele comanda
Tá pensando que é Matão
Nego véio dessas banda
O maior da região

Seu caudilho desse jeito
Desse jeito assim não dá
A gente quer mais respeito
Pra viver e trabalhar

Pára de lavar dinheiro
Tu só faz robalherar
Caloteou o mundo inteiro
Morreu antes sem pagar





Domingo, Janeiro 22

Isso aqui é para todos os sonhos devaneiosos, inclusive os de fluência.

Een boerendochter was de koeien wezen melken en was terug op weg naar de boerderij met haar melkemmer op haar hoofd En terwijl ze daar liep begon ze als volgt te mijmeren:

"De melk in deze emmer zal me room opleveren, waarvan ik boter zal maken, die ik op de markt zal verkopen. Met het geld koop ik wat eieren en als die uitgebroed zijn, worden dat kippen en na een tijdje heb ik grote ren met kippen. Dan verkoop ik er een paar en met het geld dat ze opbrengen, koop ik een nieuwe jurk, die ik zal dragen wanneer ik naar de jaarmarkt ga; en alle jongemannen zullen hem bewonderen en met mij willen vrijen, maar ik zal mijn hoofd in de nek gooien en niets tegen hen zeggen.

Ze vergat helemaal haar emmer, en de daad bij het woord voegend, gooide ze haar hoofd in de nek. Daar ging de emmer, al de melk stroomde eruit en al haar mooie luchtkastelen waren plots verdwenen!

-Verkoop de huid van de beer niet voor je hem geschoten hebt -






Sábado, Janeiro 14

Princesa Hannah e os Cavaleiros Jacobinos

Era uma vez uma linda princesa chamada Hannah. Ela tinha os lindos cabelos loiros como o ouro e sua pele era branca como a neve do amanhecer. O senhor seu pai magnânima majestade era um senhor muito feliz pois sua filha era a moça mais bela de todo o reino. Todas as outras moças invejavam a sua iluminada formosura e todos os rapazes desejavam o perfume de sua juventude. Além de linda, era a filha do rei e aquele que se casasse com ela herdaria todas as terras, desde o Reno até os Pirineus. Não era à toa que todos a queriam, muito embora pouquíssimos já tivessem de fato conversado com ela.

As primaveras se passavam e já chegava o tempo da princesa ser desposada. Todos estavam ansiosos por aquele momento, afinal ela era a filha única do rei. Porém algo terrível havia acontecido: a princesa desaparecera! À noite, quando a cidade dormia, o temível dragão raptou a pobre moça e a levou voando para bem longe. Mas que atitude mesquinha! O hediondo dragão já era conhecido como um inimigo declarado do glorioso reinado de Louis e agora ele voltava a agir, à sua maneira vil de sempre. Um grande pesar se abateu sobre cada pessoa de cada vilarejo. Até mesmo as plantas murcharam um pouco após este crime lamentável.

Muitos já haviam partido em vão, na esperança de resgatar a princesa. Mas nenhum deles conseguiram sequer encontrar o cativeiro. Aqueles que não voltaram certamente haviam morrido com o sopro incendiário do dragão. O rei estava muito triste, pois havia perdido sua filha para sempre. Então, quando tudo parecia já perdido, cinco homens descalços se apresentaram no palácio real, pois queriam embarcar nesta busca perigosa. A princípio todos caíram na gargalhada, pois dezenas de cavaleiros bem-nascidos já haviam tentado sem sucesso, embora eles tivessem cavalos, sabres e mosquetes e eram bem supridos com alimentos.

Aqueles cinco maltrapilhos pareciam mais uma trupe cômica em dias de feira. Mas ainda assim o rei com sua benevolência divina permitiu que eles partissem e ofereceu a eles metade do reino como recompensa, caso eles conseguissem. Todos se impressionaram, mas ele estava seguro do que tinha feito, a Magnânima Majestade sempre estava. Era óbvio que eles não conseguiriam e fizera aquilo como uma piada. Os cinco homens, que mais pareciam meros camponeses fedidos do Terceiro Estado, saíram calados de cabeça baixa, não ousaram dizer uma palavra no palácio real, frente aos ilustres membros da nobreza.

Assim que saíram dali, os cinco cavaleiros maltrapilhos correram para suas casas para pegar seus bill-guisarmes e partisans, afinal eles já sabiam onde estava a princesa. Ao contrário dos honrados paladinos descendentes de altas linhagens, eles já haviam começado a busca antes de se apresentar ao rei. Espalharam informantes por todos os cantos da França e avisaram seus companheiros de fronteira sobre a possibilidade de fuga do raptor. Agora bastava somente ir até o cativeiro e consumar o plano.

Com suas armas improvisadas de restelos e arados, os cavaleiros jacobinos caminharam até um barraco velho. Sem muitas dificuldades, adentraram. O dragão já os aguardava, pois estava esperando receber resposta da proposta que lhes fizera. Mas o que havia era uma surpresa para ele. Os cinco cavaleiros jacobinos renderam o grande monstro. Eles não queriam nenhuma espécie de negociação com o rei e não concordaram com a bravata pouco astuciosa do dragão. Diplomacias baratas iam contra os princípios dos cavaleiros. Sem qualquer hesitação, executaram a fera e tomaram a princesa. Conduziram-na até o castelo calmamente.

Houve muita festa quando eles chegaram ao palácio. Finalmente a princesa havia sido resgatada. Os nobres ficaram furiosos e ao mesmo tempo perplexos com o feito. Como puderam completar a tarefa, se nem filhos de visconde eram? O rei da mesma forma também não podia compreender, mas teve de cumprir o prometido e cedeu a eles metade do reino. Com isso, eles tinham poder sobre metade dos súditos daquelas terras.

Então eles ordenaram que todos aqueles que não tivessem ascendência nobre que invadissem o palácio. Foi uma confusão só. Os poucos soldados tentavam impedir que a multidão mulambenta entrasse no refinado salão enquanto os cavaleiros decapitaram o rei, já que estavam bem próximo a ele. A carnificina foi geral. A princesa conseguiu fugir no meio da bagunça, ao menos conseguira salvar sua vida. Com o rei assassinado em frente a todos, não havia mais quem mandasse na outra metade do território. Então os cavaleiros tomaram todo o poder, anquilaram a velha casta monarquista, proclamaram a república e viveram felizes para sempre.





Sábado, Janeiro 7


Born to be Wild
Get your motor running
Head out on the highway
Lookin' for adventure
In whatever comes our way

Yeah, darlin', gonna make it happen
Take the world in a love embrace
Fire all of your guns at once and
Explode into space

I like smoke and riding
Heavy metal thunder
Racin' with the wind
And the feeling that I'm under

Yeah, darlin', gonna make it happen
Take the world in a love embrace
Fire all of your guns at once and
Explode into space

Like a true nature's child
We were born, born to be wild
I can climb so high
I never want to die
Born to be wild
Born to be wild

Parido pra ser fera
Ligue sua caranga
Bote o pé na estrada
Atrás de peripécias
Todas trapalhadas

Sim, brotinho, faça acontecer
Tome o mundo num grande abraço
Atire com os trabucos duma vez
Exploda todos no espaço

Curto fumar e dar rolê
Baita trovoada
Correndo com o vento
Aventura da pesada

Sim, brotinho, faça acontecer
Tome o mundo num grande abraço
Atire com os trabucos duma vez
Exploda todos no espaço

Que nem um bicho-calango da terra
Fomos paridos, paridos pra ser fera
Posso escalar tão alto
Que nunca quero morrer
Parido pra ser fera
Parido pra ser fera



Se alguém aí conseguir fazer uma tradução mais tosca, favor entrar em contato.