Sexta-feira, Outubro 28

Watch Tower (Back to the Middle Ages)

Nas estepes frias da Polônia está um castelo. Forte, bem guardado, maciço, intransponível. Misterioso de tão protegido. Nas suas muralhas externas se ergue a torre de vigia, construída com as resistentes pedras de tempos já esquecidos. Alta e imponente, a maior já vista em toda região. A integridade do castelo comprova sua eficiência. Ninguém se lembra mais quando foi construída ou como tudo aquilo se realizou. Não parecia haver outra igual, em espécie ou em solidez.

Por fora, bem assentados blocos de rigidez uniforme. Não há sequer uma rachadura ou arranhão em sua superfície. Do chão até o alto do último ponto, a Torre se ergue assim, firme e intacta. Nenhuma catapulta ainda foi capaz de acertá-la. Plantada avante, permanece impassível, vigilante. Por dentro, silêncio. Com escadarias largas, esporádicas tochas presas à parede fazem jogos tremeluzentes de sombra. Pelo chão e pelo teto, o limo começa a colonizar esparsos pedaços de espaço. Nos patamares, armas atemporais e instrumentos de guerra jazem sonâmbulas.

Por fora, as luzes dos faróis vigiam além do alcance da vista. Noite ou dia, os olhos da torre estão sempre abertos, atentos para qualquer insensata ameaça. Antes mesmo que os adversários pudessem parar para descansar, as balistas já estavam armadas e prontas para eliminar o inimigo em poucos minutos. Alerta e prontidão, o cheiro de batalha chegava de longe até aquelas seteiras.
Por dentro, silêncio. As flechas gradativamente acabavam, as aljavas se esvaziavam. Há tempos não chegavam mais recursos. O óleo diminuia e não havia qualquer expectativa de receber novos carregamentos. A neblina e o cansaço desfocalizavam o campo de visão.

Por fora, os vestígios de batalhas ancestrais. Alguns crânios mais corajosos jaziam mais próximos, junto a seus escudos quebrados. Distantes, dezenas de cadáveres ainda apodreciam cravados de flechas. Muitos encontraram morte certa na tentativa de derrubar a torre. Intransponível, um abrigo perfeito para os desamparados. Por dentro, silêncio. Espadas enferrujadas e armaduras gastas. A esperança vai se esgotando junto com os mantimentos. Exaustão, fadiga, um a um os soldados perecem. Restam poucos ainda, não se sabe até quando. Comida escassa, flecha quebrada, fôlego decrescente.

Por fora, a torre ainda intimida e afasta as ameaças. Sua fisionomia austera ainda emana proteção e defensividade. Os feridos, os derrotados, desabrigados, aqueles que sangram desamparados, ali encontram refúgio.
Por dentro, silêncio.





Quarta-feira, Outubro 26

Em alemão, tanto 'amiga' quanto 'namorada' usam a mesma palavra: Freundin





Quinta-feira, Outubro 13

A menina perguntou para Chernobyl se ele estava bem. E ele respondeu:

-Sim, tudo bem.





Segunda-feira, Outubro 10

outro rascunho. será que vira um Heavy Metal?


So now tease and tear me
with your innocent smile
bury my heart in neverland
make things new and clouds blue

Now my soul flies up
stand with me
with no blame, no guilty,
no meaning to be good

When there's nothing to be held
when there's no one to hear the cry
when there's no name to sadness
when there's only the bluest sky

And if I'm tired of defeat
fullfilled of deceipt
back to the meaning of life
try not to see me

as i´m fallen back to one
no matter where, no wonder how
search me thoughover the world
there's no shrine with me