Domingo, Junho 26

Cantiga de Colonização

Um,
dois,
três indiozinhos

quatro,
cinco,
seis indiozinhos

sete,
oito,
nove indiozinhos
dez num pequeno bote

Vinham navegando pelo rio abaixo
Quando o bandeirante se aproximou
E o pequeno bote dos indiozinhos
Pro engenho ele levou





Sábado, Junho 11

Uma fábula Gaijin

Qualquer olhar mais atento percebe que não existem escudos no oriente. Uma observação pertinente quando se trata de códigos de conduta e comportamento. Os samurais simplesmente confiam no manejo da katana e na sua habilidade adquirida com muita disciplina e perseverança. A destreza exigida por esta técnica dispensa/exclui o uso de escudos, pesados demais para os desafios pessoais. É esse desapego que permite e explica o êxito e a longevidade destes guerreiros, exemplares na sua sabedoria, tantas vezes mais notáveis do que aqueles ocidentais.

Talvez não haja mesmo com quem compará-los e a lição parece perdurar pelos séculos. Se, por um lado, não atingimos a sabedoria do bushido, do outro, incorporamos com (uma suposta) astúcia o conhecimento oriental. De fato, o pirata que sobrevive é aquele que pula primeiro do naufrágio. Obviamente, levando o mínimo de pertences consigo. Da mesma maneira. Átila, o rei dos hunos, varreu a Europa, carregando o menos que podia e se desprendendo de acomodações desnecessárias. E também o fez Gêngis Kahn.

Ora, porque a rosa lamentaria tão inutilmente a perda de uma pétala se outras nascerão e também perecerão? Os pássaros um dia migram pra longe de seus ninhos que exaustivamente contruíram. Também os auroques e os elefantes vagam pelas terras, como se dessem exemplo aos mongóis e hunos. Só permanecem grudados os carrapatos, piolhos, pulgas e carrapichos, que serão eliminados na primeira oportunidade.

Essa deveria ser mais uma das lições que deveríamos levar para sempre. Tão inesquecível como a marcha das cavalarias húnicas e os piratas no mar do Norte. Descuidar-se disso seria um erro tão grosseiro quanto dar as costas ao adversário ou menosprezar um. Evitem o exemplo dos dragões, cujo ponto fraco é o próprio tesouro. Jogue esse escudo fora, e use sua katana com as duas mãos.